quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

O Taxista

Cá estou de novo, desta vez para vos escrever um pouco sobre aquele que considero ser um dos seres mais irritantes da nossa sociedade, o Taxista! Todas estas criaturas têm (pelo menos) um defeito grave, adoram ou simplesmente fazem questão, de receber o pagamento da corrida efectuada, no meio da estrada, seja ela qual for! Se por acaso fosse legal parar no meio de uma qualquer auto-estrada ele fazia-o! Será pelo simples prazer de o fazer? Até os eléctricos têm de esperar que o Excelentíssimo Sr. Dr. Taxista acabe de receber para poderem prosseguir viagem! Impressionante!

Posso tentar enumerar várias razões para eles o fazerem, mas na realidade nem eles próprios sabem o porquê. A minha teoria é a seguinte: quando estas bestas, ainda em criança metem na cabeça que querem ser taxistas (podiam dizer que queriam ser médicos, veterinários ou até mesmo advogados, o normal! mas não! Adoram complicar…) os seus genes alteram-se, fundem-se, modificam-se, e depois já não há nada a fazer… ou seja, a minha teoria é que a mutação genética é a responsável pelo aparecimento dos taxistas, mais ou menos como a teoria de Darwin, onde o mais forte sobrevive (e todos sabemos como podem ser as estradas deste país!). É por isto que considero o Taxista um ser único, alterado geneticamente para fazer frente a tudo o que se mexe nas estradas portuguesas! Alguma vez um taxista vos deixou passar num cruzamento onde ele tem prioridade? Hein?

Portanto, sempre que virem um puto de 10 aninhos já com bigode, camisa aberta até ao umbigo com o belo fio de ouro, óculos ray-ban verdes à aviador, assim com o braço de fora do carrinho a bateria e o palito na boca lá está! Taxista!

São tramados estes genes!

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Wc'seca



Venho aqui para vos falar de algo que me incomoda, wc's publicos. Aposto que já foram a uma qualquer casa de banho publica, não é do mais agradavel mas quando a vontade aperta nada a fazer.

Pois bem basta dirigirmo-nos ao urinol e começam os incovenientes, por ex. estar cheio de beatas de cigarro, as pessoas deve pensar que a beata de cigarro tem as mesmas propriedades da bola de naftalina... não, fica a cheirar pior.

Se a vontade não é essa então dirigimo-nos à sanita, esse local de culto onde o tempo pára e a resposta para o significado da vida quase "brilha" na nossa mente, outras almas aproveitam para escrever na porta poemas divinais sobre o que lhes vai na tripa. Ao chegar à sanita a expressão de nojo é universal "epá isto já passaram por aqui 481 pessoas hoje e está tudo mijado e cagado", por vezes está mesmo porque há sempre aquelas boas pessoas (=bestas) que deixam lá o "presente" (=fartura) para que quem vem a seguir possa ver que "o meu cagalhão é maior que o teu".

Bem depois de disto recorre-se ao ritual do papel higienico, limpa o assento, e tira-se 4 folhinhas para colocar no assento, à sempre a opção "Jakie Chan" que é ficar ali de rabo no ar, sem sentar, e rezar que acerta no alvo, nem sempre corre bem.

Feito o que tem a fazer lava-se as mãos e vem das coisas mais irritantes na história da humanidade, secadores de mãos, que activam com sensores. Epá vocês têm que admitir que aquilo irrita, um gajo põe a mao debaixo do secadore ele liga, 2 segundos depois desliga, e porque? Porque a besta que o inventou meteu o sensor numa zona que não é aquela onde as mãos estão para secar, ou seja, passa debaixo do sensor, passa debaixo do ar quente e... desligou-se,passa debaixo do sensor, passa debaixo do ar quente e... desligou-se e as mãos como estão? MOLHADAS. Muito irritante. Será que a espécie que já meteu homens na lua, inventou gelado com saber a bacalhau com natas, aprendeu a dominar o atomo e que conseguiu dar tempo de antena a José Castelo Branco (credo), não consegue fazer com que o raio do secador funcione como deve ser.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

O Pá! do Tuga




Muito temos para dizer sobre o Português (ou Tuga), mas o estereótipo estabelecido é bem conhecido por todos! O Tuga é o gajo espertalhão, baixinho, com bigode e barriga, adora vinho e futebol e acaba as frases com a célebre expressão: “Pá”! E é sobre esta magnífica expressão que quero falar pá. “Pá!” será exagero dizer que a maioria dos portugueses a utiliza? Uma coisa é certa, desde o homem que trabalha na construção civil (ou trolha!) ao administrador de uma qualquer gigantesca empresa privada que acumula um cargo no governo e incrivelmente ainda tem tempo para ser presidente de uma qualquer Câmara Municipal e que tem um vencimento mensal (ou três) mais elevado do que o do Presidente da República e do 1º Ministro juntos (!) adiciona este maravilhoso apêndice gramatical no fim da cada frase que profere! Seja para dizer “Se tivesse uma mãe como tu, mamava até os 30 anos pá!” ou para dissecar sobre a distinguibilidade de partículas idênticas na física quântica, o apêndice gramatical lá está, bem no final da frase pá! Pessoalmente vejo o “Pá” como uma marca linguística bastante acentuada que mais nenhum povo tem ou terá! Mas de onde surgiu o “Pá!”? Porque é que o proferimos no fim das frases? Na minha busca constante para desvendar este enigma procurei no dicionário a definição de “Pá!”:

Instrumento de ferro ou madeira, largo e achatado, com cabo mais ou menos longo;
parte mais larga da enxada;
parte mais larga e carnuda da perna das reses;
Conclusões que tirei desta pequena incursão no mar de informação do dicionário da língua portuguesa? Sabendo que a pá como instrumento de trabalho dos trolhas não me diz muito, a parte mais larga e carnuda da perna das reses já não é bem assim! Sabem o que quer dizer reses? Qualquer quadrúpede que serve para alimento do Homem ou pessoa velhaca, de mau carácter! Isto explica tudo… Estamos constantemente a chamar de velhacos mau carácter com quatro patas a todos os que nos passam pela frente! Retomando o que dizem os trolhas e transformando o texto com o seu verdadeiro significado: “Se tivesse uma mãe como tu, mamava até os 30 anos minha porca velhaca!” (!).
É tramado este tuga!