
Muito temos para dizer sobre o Português (ou Tuga), mas o estereótipo estabelecido é bem conhecido por todos! O Tuga é o gajo espertalhão, baixinho, com bigode e barriga, adora vinho e futebol e acaba as frases com a célebre expressão: “Pá”! E é sobre esta magnífica expressão que quero falar pá. “Pá!” será exagero dizer que a maioria dos portugueses a utiliza? Uma coisa é certa, desde o homem que trabalha na construção civil (ou trolha!) ao administrador de uma qualquer gigantesca empresa privada que acumula um cargo no governo e incrivelmente ainda tem tempo para ser presidente de uma qualquer Câmara Municipal e que tem um vencimento mensal (ou três) mais elevado do que o do Presidente da República e do 1º Ministro juntos (!) adiciona este maravilhoso apêndice gramatical no fim da cada frase que profere! Seja para dizer “Se tivesse uma mãe como tu, mamava até os 30 anos pá!” ou para dissecar sobre a distinguibilidade de partículas idênticas na física quântica, o apêndice gramatical lá está, bem no final da frase pá! Pessoalmente vejo o “Pá” como uma marca linguística bastante acentuada que mais nenhum povo tem ou terá! Mas de onde surgiu o “Pá!”? Porque é que o proferimos no fim das frases? Na minha busca constante para desvendar este enigma procurei no dicionário a definição de “Pá!”:
Instrumento de ferro ou madeira, largo e achatado, com cabo mais ou menos longo;
parte mais larga da enxada;
parte mais larga e carnuda da perna das reses;
Conclusões que tirei desta pequena incursão no mar de informação do dicionário da língua portuguesa? Sabendo que a pá como instrumento de trabalho dos trolhas não me diz muito, a parte mais larga e carnuda da perna das reses já não é bem assim! Sabem o que quer dizer reses? Qualquer quadrúpede que serve para alimento do Homem ou pessoa velhaca, de mau carácter! Isto explica tudo… Estamos constantemente a chamar de velhacos mau carácter com quatro patas a todos os que nos passam pela frente! Retomando o que dizem os trolhas e transformando o texto com o seu verdadeiro significado: “Se tivesse uma mãe como tu, mamava até os 30 anos minha porca velhaca!” (!).
É tramado este tuga!
1 comentário:
Ya... Pá
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