segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

National Geographic in CP

Há variadas coisas que me fazem uma tremenda comichão na garganta, uma das quais são aqueles pedaços de casca de milho que se colam ao céu da boca quando comemos pipocas, mas adiante, não é com intenção de expurgar publicamente esse mal da sociedade que escrevo este texto. O que pretendo é fazer uma chamada de atenção para os animais, muitos dos quais directamente saidos de um filme de Tim Burton, que tenho tido o singelo privilégio de observar nos percursos de combóio que faço diariamente.

Alguns são irritantes, outros meramente estranhos...

Nesta minha curta experiência, ainda só tenho 1/4 de século, e pouco dele se passou a andar de combóio, no entanto, já pude observar indivíduos a cuidar da sua higiene pessoal em pleno combóio, cortando as suas presas naturais, presas essas capazes de fazer inveja ao mais feroz leão da Savanah Africana. Aquilo eram autênticas facas de gume afiado saltando em todas as direcções numa magnífica demonstração de democracia, ameaçando os desatentos com uma tremenda possibilidade de terminarem a viagem com um olho vazado.

Para além desses felinos dos caminhos de ferro, já me deparei também com autênticas Catatuas, grasnando com as suas crias, ameaçando-as violentamente, de tal forma que até eu, mero espectador deste National Geographic in CP Portugal, fico assustado! Mas também, não é de estranhar... quem visse uma Catatua com um bigode farfalhudo e voz de bagaço, acredito que também ficasse assustado.

A juntar a estes espécimens, temos ainda o locutor do National Geographic, que ao faltar à lição sobre os comportamentos de tais animais, embebedou-se de tal forma com o sumo de uma revolução já passada, e por alguns esquecida, que continua por aí entoando os tons musicais de Grândola Vila Morena de Zeca Afonso, em jeito de Fantasma da Ópera, neste caso sendo o fantasma da CP.

3 comentários:

Anónimo disse...

Inspiração na locomotiva...digno de filme...

Joparracho disse...

E assim se passam as horas naquele magnifico veículo meus amigos!

Alexandre Xana disse...

Sim já não é fácil passar pelas brasas no comboio, carruagem 2, sem ouvir a senhora que está a falar com a vizinha do lado num tom de tal maneira elevado, propositadamente para os da carruagem 8.
E que bom que era quando se dormia de boca aberta, tão profundamente que uma leve brisa vindo da nossa alma trazia para fora baba que escorria até à camisola, sem levar com uma "ganfia" na boca.